doctrina

Homicídio, suicídio, morte acidental...‘O que foi que aconteceu?’ (n portugués)

O artigo  discute as  práticas  dos  profissionais responsáveis  por
classificar  uma  morte  como “homicídio”,   suicídio”,   “acidente”
ou   “morte natural” à  luz  de  abordagens  construtivistas que
tratam  dos  processos  de  criminalização. São analisadas as receitas
    profissionais utilizadas   pelo staff da   perícia   criminal na
tipificação  de ocorrências. A pesquisa foi realizada em 2012 com base
na observação de 19  “perícias  de  local  do  crime”  no  Rio  de
Janeiro. Os resultados indicam que as práticas adotadas   em   casos
de   morte   típicos   são diferentes  das  receitas  profissionais
seguidas pelo mesmo staff nos casos de morte atípicos. Por isso,  o
trabalho  da  perícia parece pouco contribuir para  a  elucidação  da
autoria  em casos  típicos  de  mortes  classificadas  como
homicídios.    Os    resultados    demonstram    a desigualdade
social    na    investigação    dos homicídios.

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